terça-feira, 30 de junho de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009
breast is best & Babywearing

Ele foi escrito para uma amiga, mas estou feliz (e ela também) que serviu para muitas, muitas outras mães continuarem com algo que deveria ser tão simples...
Também, ainda sobre leite, queria falar um pouco sobre o nosso leite em comparação com leite de alguns animais... e acerca duma coisa que se chama babywearing...
A fisiologia comparativa da composição do leite materno leva à crença de que os humanos foram feitos para carregar o colo os seus filhos (Lozoff & Brittenham, 1979; McKenna et al., 1993). O leite materno em mamiferos que deixam as suas crias em locais como grutas, ou ninhos entre mamadas, tem leite que é rico em proteína e gordura. O leite dos mamiferos que carregam os seus filhos, ou cujas crias hibernam junto com eles, tem leite menos gordo e mais pobre em proteína. O leite humano é baixo em proteína e gordura, o que sugere mamadas frequentes, e contacto materno abundante como padrão ideal de cuidados neonatais.
Nos hospitais muitas vezes as ideias dos diversos profissionais implementam na cabeça das mães que os bebés devem mamar de x em x tempo.... mas se repararem nas salas de espera, ainda antes de entrarem para ter o Vosso filho, existe com frequência um quadro que dita as regras dos hospitais amigos dos bebés... nesse quadro reza que os bebés devem mamar por demanda, ou seja sempre que o desejarem.
É normal ser dificil amamentar, é cansativo e estamos frágeis nessa altura da nossa vida, e todas as interferencias das pessoas (embora bem intencionadas) ás vezes quase nos levam à loucura.
Também é normal este ser um assunto polémico, porque é difícil aceitar que não fomos capazes de resistir ao “milagre” do leite em pó.... Não podemos voltar atrás... não devemos sentir culpa se as coisas não correram como gostaríamos.... mas amamentar é natural e muitas vezes é só preciso telefonar a alguém que nos possa apoiar nessa decisão.
Também, carregar um filho num sling ou num pano é natural, é uma coisa que existe desde que existe uma mãe e um bebé, porque as mães de outrora não podiam deixar os bebés nas amas... e tinham de ir caçar, ou apanhar bagas ou o que fosse para sobreviver...
Carregar um bebé não é uma coisa “hippy” ou “freak”... Parece, porque as pessoas se esqueçaram que os bebés precisam de colo... e mesmo que não gostem, não queiram, prefiram usar um carrinho de bebé ou qualquer outra coisa, não se esqueçam que dar mama e colo, faz bebés mais felizes, e adultos mais seguros e saudáveis!
quarta-feira, 8 de abril de 2009
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
o teu canto... your song...
Querida D,
vou-te falar no teu parto.
Às oito horas o G. telefonou. Sabia que era mais hora menos hora, o teu corpo já tinha dado os sinais... fiquei feliz, porque era um dia de celebração e tu me tinhas convidado.
Pelo caminho, depois de ter comprado os ingredientes para o Crumble de Maçã, fui todo o caminho a cantar em voz alta. Nunca canto.
Quando cheguei a tua casa o ambiente de tranquilidade era tal como sempre soube seria. O teu rosto calmo quando abriste a porta de casa.
A tua mãe chegava, preparávamos o almoço... Riamos, brincávamos. As contracções teimaram e pararam das de 10 em 10 minutos que tinhas de manhã cedo quando começou a cair o rolhão, para zero.
Ao almoço regressaram... Pararam de novo. Pensei talvez fosse porque todos os convidados para a festa ainda não estavam presentes. Faltava a M e a T. Pensei que, talvez o R. não queira nascer antes dos convidados chegarem.
Depois do almoço quisemos ir caminhar à beira mar, e não pudemos, por causa da chuva. Ainda assim, apesar do temporal, fomos ver o mar... estava grandioso, como a água no teu ventre... cheio de força.
Depois já passara tempo. Fomos buscar a M. Ainda fomos comprar champanhe e voltamos para tua casa.
Dançamos. Saltamos rimos. O G. olhava para nós com cara de “estas mulheres enlouqueceram”, mas estava também a divertir-se.
Já se fazia tarde quando chegou a T. Eu e a M. enchemos o colchão com a ajuda do G. Era evidente que íamos passar muito tempo em frente á lareira, e assim, encheríamos o colchão para depois dormirmos á vez.
Eu estava a ficar cansada e tive medo da noite, de não ter força quando precisasses e fui descansar. O bom de teres chamado as tuas amigas era que eu sabia que estavas em boas mãos. As contracções estavam agora a 8 minutos de distância, e eu sabia que faltava tempo. Na cozinha falávamos coisas de mulheres.
Quando me recostei fiquei um pouco atenta mais o cansaço venceu e adormeci. Acordei estavas com contracções de 3 em 3 minutos e eu soube que o trabalho de parto tinha avançado. Não há regras. Estávamos sempre a dizer que todas as mulheres são diferentes, que não há regras, e até tu, não pudeste chamar a parteira quando ela disse, contracções de 5 em 5 minutos, com duração de um minuto, durante duas horas.... não tiveste isso.
Chamei a parteira. A voz dela tranquila, disse “i am coming”. Disse que podias talvez entrar na banheira para um banho.
Fomos para cima, ficaste sentada na sanita algum tempo. Mandaste colocar as velas e retirar as coisas que não querias ali. Pensei que estavas a por o local bonito retirando todas as coisas desnecessárias. Depois disseste: se quiserem sentem-se aqui á volta. E foi como se nos permitisses assistir á tua transformação mágica duma forma como nunca vi nenhuma mulher fazer. Seguravas-te aà nossa mão e nunca apertavas. seguravas nela, só mantendo uma espécie de contacto exterior, mas eu pasmava-me com o facto de nunca apertares.
Quando não nos querias demasiado perto, afastavas-nos com as mãos. e nós fugíamos.
Quando querias algo pedias, acenando com a mão, e nós íamos adivinhando o que querias. Água, afastar alguma coisa...
os teus gemidos não se assemelhavam a gemidos mas sim a um canto... Tu não sabes, não ouviste do lado de fora, mas era de tal modo mágico que me levaste a cantar como tu e todas nós cantamos a tua dor....
o teu braço no ar, e a mão pendida a balançar.
O toque ritmado que fazias com ela contra a perna ou contra os azulejos da casa de banho.
Magia.
Não foram inventadas as palavras para descrever, não o sei fazer.
O teu corpo na água... o teu rosto ausente.
todas nós admiravamos a tua tranquilidade era tão reconfortante que se sentia a oxitocina fechada entre as paredes da casa de banho.
Depois a parteira chegou e depois de preparar tudo no quarto, as coisas dela, sentou-se do lado de fora "da festa" á espera, sempre respeitando o teu espaço e os teus convidados... de vez em quando entrando para ver como estavas e o teu bebé... os batimentos fortes...
As horas passavam... o silêncio, o teu canto... a tranquilidade, sempre.
Nada fazia crer que a tua historia tivesse outro fim senão o bebé nascer ali tranquilo. Estavas tão exausta, que entre as contracções onde puxavas o teu filho para fora, adormecias e o G tinha de te lembrar para respirares.
Os batimentos do bebé foram ficando menos fortes... E a decisão foi tomada.
O bebé nasceu saudável com a ajuda de ventosa.
Foste forte. Tão forte que todas aquelas horas, foi o teu poder que tranquilizou o mundo onde estávamos. Tiveste um dia lindo, tivemos um dia lindo. Dançamos, rimos, cozinhamos e comemos, quando a maior parte das mulheres em trabalho de parto ficam deitadas como se doentes, numa cama de hospital.
Sei que não tiveste a cereja em cima do bolo, dele ter nascido no lugar que escolheste.
Mas, tambem sei que escolheste primeiro ele.
E ei-lo.
Lindo.
Com a sorte de ter uma mãe que tomou as suas decisões e um pai que esteve ali tranquilo e forte ao Vosso lado.
E nós? As pessoas que escolheste para estarem contigo? Podem sentar-se aqui á volta dizias. “Podem deliciar-se com o meu nascimento como mãe” pensei eu...
Sei que ser doula é apoiar a mãe nas suas decisões, e é um trabalho, embora ás vezes seja um trabalho em que temos consciência em que a única coisa que é preciso é sentar e ver. E é difícil. Sei que a maior parte das mães ficam eternamente gratas porque alguém as acompanhou. Mas ser escolhida como doula ou amiga para “ver” essa transformação, é não só uma experiencia única como uma honra, e, nós doulas, ficamos também eternamente gratas por ser-nos permitido ver, aprender absorver esse poder de mulher que pare.
O teu canto jamais abandonará a pessoa que sou!
i will tell you about your labor. At eight a.m. G. called. I knew it was just about to happen, your body had given the signs.... and i was happy, because it was a day of celebration and i was invited. on my way over, and after i bought the ingredients for the apple crumble, i went the whole time singing out loud. I never sing. When i got to your home, everything was quiet as i knew it would be. Your quiet face when you opened the front door. Your mother arrived, we prepared lunch... we laughed, played.
Your song will never leave the person i am!
terça-feira, 9 de setembro de 2008
wild
Hoje vou à primeira reunião da escolinha do Rafa... Sexta-feira lá vai ele para o grande evento que será, ir para a escola... vamos ver como ele se dá, sendo que a vida selvagem vai ser menos e a vida com regras, enfim... mais.
Estas miudas não devem gostar de ver a foto delas aqui... mas insisto. Penso que falo pelas duas quando digo que a nossa amizade era forte, antes... mas estar juntas como duas familias e mães, fez a nossa amizade crescer. Adoro-a(s) ainda mais!
Also, i went wild and bought this from Auntie cookie! Também, enlouqueci e comprei isto na Auntie Cookie....quarta-feira, 30 de julho de 2008
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Enquanto as férias não vem...
Vou-me preparando para elas... I am getting ready for them...
I am in love with this "african Roses" wax print... I bought it at retrosaria...
Tento em vão colocar o meu filho neste hmong vintage que comprei no Ebay... para tirar umas fotos... mas hei-de conseguir, ou terei de usar um boneco:) mas fiquem atentas!I am trying to convince my son to get in this vintage hmong i bought on ebay... just to take some photos, but i will someday... or i will have to use a doll:) but keep posted!
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Zocalo

Desde que me apaixonei por esta imagem que a Vidya me enviou num lindo portal, que gosto do trabalho do Diego Rivera... Imagens como estas que nos levam a um México de cores saturadas e outra coisa que eu amo, o Babywearing. Um babywearing que nasce com cada mulher/mãe... que não é ensinado nem olhado na rua como algo estranho, como se o tivessemos inventado agora.
Mais imagens daqui

Agora com este tecido “zocalo” do A. Henry (de quem sou fã por causa dos lindos tecidos) que lembra sem dúvida os quadros do Rivera, posso andar com o México ao ombro, no meu saco feito de fresco.
Now with this “zocalo” by A. Henry (quite a fan of his beautiful fabrics) that reminds me of Riveras paintings, i can carry Mexico on my shoulder, in my fresh made bag.
dobra-se dentro do bolso:) It folds into it's pocket:) Que tal? How about it?
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Panos Porta bebés

Gostaria de fazer aqui um alerta sobre usar o bebé virado para a frente!
As mães sempre mostraram vontade de colocar o bebé virado para a frente... Acham bonito, acham que o bebé se diverte mais. Eles adoram!
Utimamente em algumas revistas, como a Time Out, assim como folhetos de algumas marcas de panos e slings, surgiram imagens de bebés virados para a frente. Assim, sinto necessidade de alertar os pais para alguns factores importantes no uso do pano ou sling.
Existem maneiras correctas e incorrectas de transportarmos os nossos bebés.
Nunca devemos andar com um bebé virado para a frente com as pernas penduradas. A posição correcta do bebé no pano é: Posição de sapo. Perna aberta, joelho flectido ligeiramente acima da anca do bebé. Esta é a posição correcta para o bom desenvolvimento físico de um bebé e só se consegue quando o bebé está virado para nós.
Bebés com pernas penduradas estão sentados sobre a bacia e genitais. Isto pode provocar:
Escoliose (coluna em S)
Displasia da Anca
Má circulação (por isso algumas mães dizem que os bebés ficam com perna roxa)
Probemas genitais.
Quando usamos o bebé num sling ou pano, há que ter em conta que o pano se coloca na parte interior da dobra do joelho (para não cortar a circulação e nunca nas “bochechas” das pernas...
Vamos ter mais cuidado quando vemos uma imagem dum bebé numa revista ou num folheto. Só porque alguém vende panos/slings, não significa que saibam como se usa de forma correcta.
Vamos ter mais cuidado com os nossos bebés, para que o babywearing seja saudável, e eles também.
Vamos ter mais cuidado com a escolha dos lings e panos.
Aqui fazemos questão de ter slings e panos de qualidade, e podem ter a certeza que os que se vendem aqui são escolhidos “a dedo”! É preciso ver se os slings/panos são em algodão.
Se estão bem confeccionados.
Se os panos são de tecelagem dupla (que garante que o nó não se desfaz!)
Que as tintas não são tóxicas!
Também devemos ter sempre especial atenção ao estado dos panos e slings ao longo dos tempos.
E nunca se esquecam de telefonar, quando tem dúvidas!
Estamos aqui para garantir babywearing saudável e eficiente:)
Não é para fazermos fotos engraçadas de bebés, ou para eles ficarem “giros”!
Mas se ficarem, que estejam bem colocados – no futuro eles vão agradecer!
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Diego Rivera:Flower Festival, 1925
I found it it the middle of my moleskine from 2006 and put it in this years... where it belongs, near me... The card has this beautiful painting on it. So wonderful Vidya, how we became so close that you know all things i love. Ah! babywearing. How I love the idea that you can carry your baby around and it is as natural as feeding, or bathing... just what has to be done. No explaining to be done, just an extension of what your culture believes in... maybe someday...




