terça-feira, 29 de março de 2011

A arte de cuidar do lactante...


Tenho saudades de ir à Feira de Velharias aqui da zona... e hoje ao remexer nos tesouros que por lá encontro, eis que lá estava este, um dos primeiros que encontrei depois de saber que transportava em mim mais um pequeno ser...



Falo muito com as “minhas mães” sobre a importância, ou falta dela, de nos sobrecarregarmos com demasiada informação sobre como tratarmos dos nossos filhos... muitas vezes, julgo, estarmos demasiado preocupadas em fazer as coisas como os outros esperam que se faça, como se houvessem regras definidas de como fazer isso de SER MÃE... e continuo a achar que ler é bom, saber é melhor, mas nunca esquecendo o nosso saber interior... o saber amar... e, quando sabemos amar, pouco importa se lavamos o bebé com o sabonete da moda ou sabão natural (pessoalmente prefiro o segundo)... desde que usemos água... (pensando bem, acho até que é melhor o natural...) e francamente, desde que não sejamos “doidinhas”, não há regras, horas, marcas, palpites, que nos possam impedir de ser boas mães para AQUELE bebé...

Se pensarmos em todas as tradições diferentes que existem por esse mundo fora, quem pode dizer, ah, não, o meu modo é o certo??!!

Este livro data de 1928 e comprei-o só porque o achei deliciosamente hilariante... não vou usar os conselhos absurdos ou os que acho bons, que vem lá dentro, mas ao desfolhá-lo, só me ocorria que, coitadas das mulheres que não viviam nessa época, no campo, porque as ditas informadas, bem, tinham de ter uma “enfermaria” lá em casa – ou a enfermeira!

Continuo a pensar que munir-mo-nos de muitas coisas quando estamos neste fase da vida, só ajuda a que tenhamos uma bela depressão pós parto... e que se passe a viver numa espécie de prisão onde as “coisas” ocupam tanto espaço, nem se consegue sair de casa....

E precisamos de poucas coisas... molas para estender as fraldas (sim, vou usar novamente fraldas de pano (ok, não destas que falam no livro...), e algumas roupas e sapatinhos, claro... Estes comprei na “mãos de tesoura”, porque não resisti e bem, coisas bonitas nunca fizeram mal a ninguém!


Assim como saber mudar uma fralda:)

1 comentário:

Costinhas disse...

mudei e lavei tantas dessas fraldas à minha irmã que anteontem fez 25 anos.

foram tantas ou tão poucas, que fiquei a modos que imune a todas as evoluções das fraldas de pano dos tempos modernos.

(e sim também eu acho que devemos dar muita atenção ao nosso coração de mãe. não nos deixarmos cegar por ele, procurarmos ajuda mesmo onde achemos que não a vamos encontrar, estar abertos a todas as ideias, mas no final, agir de acordo com o que sentimos ser o mais correcto e por onde cada um dos filhos nos guiarem, pois cada um deles tem o seu próprio caminho)

beijinho (gostei muito de te reencontrar aqui)